De forma inédita, Facebook e Instagram tiraram do ar live onde o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), divulgou fake news associando a vacina contra a COVID-19 com a Aids.

O vídeo não está mais disponível nas contas oficiais do chefe do Executivo. As informações são da Folha de São Paulo.

A empresa afirmou que a exclusão do conteúdo foi feita após identificar que Bolsonaro desrespeitou as regras em relação a notícias falsas sobre a vacina da COVID-19.

“Nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas”, disse o porta-voz do Facebook.

Em seu vídeo semanal que aconteceu na quinta-feira (22), Bolsonaro leu uma suposta notícia — falsa — que alertava que vacinados contra a covid estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).

“Só vou dar notícia, não vou comentar. Já falei sobre isso no passado, apanhei muito…vamos lá: relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados… quem são os totalmente vacinados? Aqueles que depois da segunda dose né… 15 dias depois, totalmente vacinados…estão desenvolvendo Síndrome da Imunodeficiência Adquirida muito mais rápido do que o previsto. Portanto, leiam a matéria, não vou ler aqui porque posso ter problema com a minha live”, afirmou Bolsonaro durante a transmissão.

Assine a newsletter do Gizmodo

Médicos, no entanto, afirmam que a associação entre o imunizante contra o coronavírus e a transmissão do HIV, o vírus da Aids, é falsa e inexistente, ou seja: a notícia é mais uma fake news sobre o imunizante.

 

Esta é a primeira vez que a empresa tira do ar uma live do presidente. Até então eles derrubaram apenas um post onde o presidente citava o uso de cloroquina para o tratamento de COVID-19.